terça-feira, 30 de agosto de 2011

O corvo




Era tudo tão obscuro 
e eu sentia sensações que me faziam duvidar 
de quem eu era.
Meus olhos eram brancos, 
eu os desejava azuis,
mas eles estavam se tornando vermelhos
eu precisava acreditar
desejava continuar
mas por onde andava minha coragem?
Os meus sonhos já se diluíam com o tempo,
e minha percepção estava enfeitiçada
por algo que não podia ver
mas que me sugava como espíritos que não aceitaram entrar no 
barco de Hermes, e ficaram condenados a viver de sensações alheias, 
sugando-me e impondo-me decisões
 ao ponto de não saber mais quem eu era, 
se era eu um espírito,
a menina morta, 
apenas sensitiva, 
ou a sombra de um devaneio. 



Atenciosamente,
Elanocaos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ao Jovem Guerreiro




Essa dor que me corrói,
lembrar do que não volta mais,
a partezinha de você 
que ficou em todos nós,
não importa o quanto era dividido,
quantos corações de ti eram habitados.

São lembranças, não me culpe,
não me atormente mais, 
não me torture, eu sinto sua falta, 
sinto sua presença mas eu sei 
que não está aqui.

O nosso contrato nunca acabou
porque nenhum de nós se apaixonou,
ou pelo menos nenhum admitiu.
Era pra ser assim quisera eu mudar o 
passado e não deixar que a morte o 
tivesse levado.

A maior tristeza é pensar onde você está agora?
Se dormes, se vagas, ou se  apenas mora dentro de nós.


                                                                                      Atenciosamente,
                                                                                                          Elanocaos!