Era tudo tão obscuro
e eu sentia sensações que me faziam duvidar
de quem eu era.
Meus olhos eram brancos,
eu os desejava azuis,
mas eles estavam se tornando vermelhos
eu precisava acreditar
desejava continuar
mas por onde andava minha coragem?
Os meus sonhos já se diluíam com o tempo,
e minha percepção estava enfeitiçada
por algo que não podia ver
mas que me sugava como espíritos que não aceitaram entrar no
barco de Hermes, e ficaram condenados a viver de sensações alheias,
sugando-me e impondo-me decisões
ao ponto de não saber mais quem eu era,
se era eu um espírito,
a menina morta,
apenas sensitiva,
ou a sombra de um devaneio.
Atenciosamente,
Elanocaos!

